Segundo ele, ao consumir o suplemento, o atleta pode ingerir, sem saber, substâncias como sibutramina (utilizada para emagrecimento), furosemida (que tem efeito diurético) e hormônios anabolizantes.
O uso desses aditivos não é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, eles estão presentes em pelo menos um terço dos suplementos importados e entre 25% e 50% dos nacionais.
"O excesso de hormônio como a testosterona, por exemplo, pode diminuir a capacidade de ereção, causar espinhas, provocar crescimento de pelos pelo corpo - fatos que podem trazer reflexos para o resto da vida", diz o endocrinologista José Egídio Oliveira.
Helena Schimidt, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, chama a atenção para o uso do hormônio do crescimento, mais utilizado por pessoas de alto poder aquisitivo, por conta do alto preço.
"Esse hormônio aumenta a massa muscular e a força – exatamente o que as pessoas buscam quando fazem musculação. As pessoas que usam esse medicamento podem desenvolver a acromegalia, doença existente em pessoas que secretam o hormônio do crescimento excessivamente", avisa.